
Caetano Veloso teve seu pedido de suspeição contra um magistrado negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O cantor questionava a imparcialidade do juiz devido a supostas ligações ideológicas vistas nas redes sociais do julgador.
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A 12ª Câmara de Direito Privado considerou prejudicado o pedido, pois o magistrado foi promovido a desembargador, não mais atuando no caso. A corte reforçou que preferências pessoais nas redes sociais não comprometem a imparcialidade do juiz.
Decisão do tribunal
A corte decidiu pela perda do objeto do pedido de suspeição, fundamentando a decisão na promoção do magistrado ao cargo de desembargador, o que tornou inválida qualquer análise sobre sua parcialidade no caso.
Além disso, o relator, desembargador Cleber Ghelfenstein, destacou que seguir perfis nas redes sociais que divergem ou convergem politicamente com as partes não é suficiente para comprovar parcialidade. A decisão abordou a necessidade de preservar a liberdade política e ideológica, garantida pela Constituição Federal.
Contexto da ação
O caso teve início quando Caetano Veloso processou uma marca de roupas e seu fundador por utilizarem sua imagem sem autorização em uma campanha publicitária. Em sua argumentação, o cantor acusou o juiz inicial do processo de apresentar "graves vícios de fundamentação" ao negar o pedido.
Outro ponto levantado pela defesa de Caetano foi a presença do magistrado entre os seguidores de políticos de extrema direita, o que, segundo o cantor, poderia gerar desconfiança sobre a imparcialidade do julgamento.
Análise e impacto jurídico
De acordo com especialistas, incidentes de suspeição são complexos devido à implicação direta na credibilidade do sistema judiciário. O advogado Gabriel Britto comentou que, em um cenário de alta polarização política, julgamentos desse tipo exigem critérios rigorosos para avaliar a imparcialidade de forma justa.
A decisão, disponível no processo de número 0909097-54.2024.8.19.0001, pode ser acessada neste link para consulta pública.
Considerações finais
O caso levanta debates sobre os limites entre preferências pessoais e profissionalismo no exercício da magistratura. A decisão reflete a necessidade de equilíbrio entre a liberdade individual e a manutenção da confiança no sistema judiciário.
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Redação
Redação jornalística da Elias & Cury Advogados Associados.